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10/08/2009 - Informação e comunicação estratégica

Eduardo Massami Kasse

Todas as nossas relações, pessoais ou profissionais, são baseadas nas informações transmitidas e recebidas, sejam essas escritas ou audiovisuais, sensitivas ou conscientes, individuais ou coletivas. E esse processo é amplamente conhecido como comunicação.  
 
A nossa história começou a ser contada em um primeiro momento pela difusão oral feita entre as pessoas de um mesmo grupo. Entretanto, esses relatos se perdiam ou mesmo eram “reinventados” com bastante facilidade. Uma das maiores fragilidades da oralidade é a dependência exclusiva da memória dos interlocutores, fato extremamente perigoso.  
 
E essa condição perdurou até o início dos registros escritos.  
 
Do papel para as telas de LCD  
 
Efetivamente, a perda e as adaptações das informações ainda perduram, contudo, de certa forma, os registros se tornaram mais seguros e permanentes – não no sentido de verdade absoluta, mas sim temporal. Passamos a armazenar, catalogar e disseminar o nosso conhecimento de maneira mais simples e confiável.  
 
Até pouco tempo, todo o conhecimento humano estava contido exclusivamente nos livros, papiros e locais históricos – como as inscrições de hieróglifos, ou seja, para usá-las, era preciso ter acesso físico aos materiais e locais de pesquisa.  
 
Contudo, com a evolução da tecnologia e da informática, nosso leque de possibilidades de comunicação aumentou bastante, sendo possível atualmente – para os futuros leitores isso será tão arcaico quanto a escrita cuneiforme – fazer passeios virtuais e interativos por museus e cidades históricas, por exemplo. E essa é uma das tendências com grande probabilidade de evolução, arrisco dizer, até termos experiências virtuais de imersão total.  
 
Eu falo, tu escutas! Tu falas, eu escuto! E nós nos entendemos?  
 
Um fenômeno social muito interessante se intensificou no nosso século: a bilateralidade das informações.  
 
Antes pensávamos apenas em emissores e receptores bem definidos. E esses ainda existem, porém, principalmente na web, as pessoas se mesclam entre esses dois componentes.  
 
O leitor lê comenta e também gera seus próprios conteúdos. Mesmo os grandes canais de mídia se renderam a essa condição e tem programações específicas para esse público. E grandes propostas e projetos têm surgido!  
 
Todos com um dispositivo com acesso à internet estão aptos para absorver e prover informações. É impressionante a explosão de crescimento das comunidades virtuais, sites de relacionamento e portais no estilo “faça você mesmo”.  
 
Agora, independente do ato de se comunicar, temos que avaliar a qualidade dessa comunicação. Temos milhares, milhões de conteúdos sobre os mais diversos assuntos, contudo, são poucos os relevantes e efetivamente bem elaborados.  
 
Por experiência empírica, baseada nas minhas próprias análises, digo que pelo menos 70% das informações disponíveis são apenas “mais do mesmo”, replicações de conteúdos, muitas vezes sem os devidos créditos. Em cerca de 20% temos as famosas “baboseiras falaciosas” e o restante, a minoria, é aproveitável.  
 
Para uma comunicação eficiente todas as partes envolvidas devem entrar em sintonia. Essa percepção final pode ser definida por diversos graus, sendo os dois principais:  
 
- Exata: como as placas de trânsito e as equações matemáticas. Não geram interpretações, são objetivas, pontuais, seguem um padrão concreto ou um conjunto de regras.  
 
- Relativa: Alguns logotipos, artes em geral, mensagens subliminares e conceitos estéticos (bonito ou feio, agradável, desagradável). São passiveis de interpretações segundo as experiências e perspectivas individuais. A avaliação muitas vezes é feita pela subjetividade.  
 
Criatividade + técnica + planejamento = Maiores chances de sucesso  
 
Assim como qualquer outro projeto, é muito importante haver o planejamento da comunicação estratégica. Não basta apenas a criatividade ou técnicas de desenvolvimento. É preciso pensar sempre na mensagem a ser transmitida, nas diversas interpretações que ela pode ter – no caso de informações relativas e em como gerar a interação entre as partes.  
 
Estudos de métrica, de interfaces e de público-alvo são importantíssimos para aumentar o retorno, seja de uma campanha publicitária internacional, ou mesmo de um memorando interno.  
 
E se você, amigo leitor, chegou até aqui, certamente cumpri o meu objetivo!  
 
Aguardo sua mensagem para iniciarmos o nosso processo de comunicação!  
 
Até mais!

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